Resenha: Loucas pra Casar
Nota no Adoro Cinema: 3/5 (http://migre.me/ooDJe)
MINHA nota: 8/10
Gênero: Comédia
Um dia desses fui ao cinema com a
minha família sem pretensões. Escolhemos Loucas
pra Casar porque, a exemplo de De
pernas pro ar e Até que a Sorte Nos
Separe, as comédias do diretor Roberto Santucci costumam agradar a gregos e
troianos que querem apenas um filme leve para passar o tempo. Além disso, o elenco
principal, composto pelo trio parada dura Ingrid Guimarães, Tatá Werneck e
Suzana Pires prometia muitas gargalhadas.
O filme começa com a Malu,
personagem da Ingrid Guimarães, saindo correndo loucamente da igreja: vestidão
de noiva tradicional, véu e grinalda, com direito à tiara e tudo! Em desespero,
a noiva entra no carro e vai até uma ponte decida a cometer suicídio. Coincidentemente,
na ponte, Malu se encontra com outras duas noivas que, também frustradas com o
amor, querem dar cabo da própria existência no dia que deveria ser o mais feliz
de suas vidas. São Lucia, personagem da Suzana Pires, e Maria, interpretada por
Tatá Werneck.
Dali pra frente, o filme é um
imenso flashback, até finalmente
entendermos como as coisas vão parar a beira de três mulheres lindas e maravilhosas
quererem pular da ponte! Na verdade, tudo tem uma relação direta com o fato de
todas as três serem amantes/namoradas do mesmo homem, o
lindo-rico-alto-bem-sucedido-moreno-sem-filhos Samuel, vivido por Márcio
Garcia.
Durante boa parte do filme, o
diretor Roberto Santucci brinca com três estereótipos femininos principais:
1. Malu:
a personagem da Ingrid é diretamente extraída de um chick-lit! Uma quarentona bem-sucedida profissionalmente, cheia de TOCs
e manias de organização, que tem sua vida sob controle e, também, a do namorado
perfeito. Entretanto, o seu grande drama é o juvenil sonho de casar que, a cada
momento, parece mais angustiante. Afinal, aos 40, já foi madrinha de todas as
suas amigas e, desde os anos 80, vem pegando todos os buquês. Enquanto todas da
sua idade estão conversando sobre parto, amamentação e cocô de bebê, ela ainda
tem que ficar linda e maravilhosa para manter seu boymagia ao seu lado.
2. Lúcia:
Suzi faz uma dançarina de boate, a Mulher Mascarada. Na primeira cena ela está pendurada
em um pole. Daí, você já pode inferir
todo o mais sobre o esteriótipo representado pela personagem: típica gostosona barraqueira que faz de tudo pra manter
seu homem.
3. Maria:
Tatá já está na casa dos trinta, mas, como tem uma carinha de bebê, munida de
uma lente de contato azul turquesa, interpreta a ninfeta de vinte e dois anos
super religiosa, Maria. É aquela dona de casa perfeita que, sempre com um
sorriso nos lábios, faz de tudo para agradar seu maridinho. No caso, para
agradar o Samuel, seu futuro maridinho.
O “coitado” do Samuel tem uma
trabalheira sem fim para dar conta dessa mulherada!
Confusão armada, você já sabe que
teremos brigas homéricas, muitos puxões de cabelo, muitas piadas clichês e
boas, excelentes gargalhadas!
A atuação da Ingrid nunca decepciona. Belíssima como sempre, ela provou que, além de talentosa, está toda em forma! Uma quarentona de fazer cair queixinhos de vinte anos! Vamo malhar, cambada!
A atuação da Ingrid nunca decepciona. Belíssima como sempre, ela provou que, além de talentosa, está toda em forma! Uma quarentona de fazer cair queixinhos de vinte anos! Vamo malhar, cambada!
De Tatá não temos muito o que
falar! Afinal, quem foi ao cinema para dar gargalhadas das peripécias
werneckianas não vai sair desapontado. Mas a personagem de Tatá é a mais louca
de todas! Gente... Não pode existir uma pessoa tão inconsequente e incoerente
como Maria! Pode?
Suzana Pires foi uma surpresa. Ao
contrário do que pode parecer, sua personagem é uma das mais cativantes e,
também, a mais coerente. Ela esteve brilhante no papel.
O filme tem conteúdo da vida
adulta e, é claro, aborda assuntos como sexo. Mas o faz de forma tão leve que
não me senti constrangida nem na frente do meu papi. Mas é sempre bom observar a classificação recomendada! ;)
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| Elenco do filme "Loucas pra Casar" |
Como costuma fazer, o Roberto não
deixa o público sem um final feliz. Na verdade, a vontade de escrever esta
resenha nasceu da grande surpresa temos no grand finale! Um desfecho
inteligentíssimo que leva o público à reflexão acerca dos esteriótipos que
foram apresentados no filme. Quando sabemos como as coisas realmente são,
percebemos que durante todo filme temos muitas pistas do que seria este final. Simplesmente
bri-lhan-te!
Contudo, mesmo ante esse desfecho
marcante, tenho certa crítica a tecer. Bem, a verdade é que o clima de desfecho
se prolonga por muitos minutos do filme. O roteiro quase que mastiga a explicação
para o espectador.
Não poderíamos deixa de comentar
que a soundtrack principal no filme é Happy, do talentosíssimo Pharrell. Que
foi top em 2014.
Divertidíssimo, no fim das contas
Loucas Pra Casar me surpreendeu muito positivamente. Ora, não pretende ser um
clássico do cinema. Mas, no que pretende – ser uma comédia de qualidade, leve e
agradável – acertou em cheio! Acertou tanto que já é considerada a maior
estreia nacional dos últimos 4 anos!





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