Resenha: A Cabana, de William P. Young

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A Cabana, de William P. Young
Editora Sextante

O livro A Cabana foi lançado nos Estados Unidos em 2007, no ano seguinte foi lançado no Brasil. Imediatamente tornou-se um best seller. Na época, não me interessei em lê-lo, embora tivesse boas referências, porque “era modinha”. Sim, admito que, naquela fase da minha vida, o preconceito me fazia repudiar as modinhas. Sorry sociedade! (Sobre isso ler crônica escrita por Thai – Mania de Idiotização). Enquanto isso, o livro fazia grande sucesso, dividindo opiniões, especialmente entre os teólogos.
Este ano, por causa do anuncio da adaptação do livro para o cinema, me lembrei do exemplar há tantos anos esquecido na estante, ainda no saco plástico! Resolvi lê-lo.
Trata-se de um romance que conta a história de Mackenzie Allen Phillip e a tragédia vivida por sua família. Um final de semana, Mack resolveu ir acampar em um camping nas montanhas com três dos seus cinco filhos. No final daqueles dias maravilhosos, sua caçula, a pequena Missy, de apenas seis anos, foi sequestrada e brutalmente assassinada. Em uma cabana, foi localizado apenas o vestido ensanguentado de sua pequena e o seu corpinho nunca foi encontrado.
O tempo passava, mas, em lugar de trazer a cura, a cada minuto, o coração de Mack se tornava em trevas por causa da culpa, da dor, e da tristeza. Pior que isso, acusações ocultas são lançadas contra Deus, em última instância, Ele era o culpado, pois Ele não impediu a tragédia!
Certo dia, Mack recebe um bilhete que, ao que parece, lhe foi enviado pelo próprio Deus. Assinando como “Papai”, Deus o convidava para voltar à Cabana onde teve início sua grande tristeza. E, ali, apresenta-se para Mack da forma mais chocante e incrível que alguém poderia imaginar.
Ao que parece Papai quer estabelecer com Mack um relacionamento profundo e curá-lo de toda a sua dor. Nesse momento é que se iniciam as polêmicas acerca do livro. Muitos teólogos questionam a experiência da personagem Mack e a forma como Deus é caracterizado no livro.
Para mim, a fonte do conhecimento de Deus e do reflexo de Cristo é a Bíblia. E é nela que devo firmar tudo que penso sobre o meu Criador. Contudo, ler A Cabana nos faz refletir sobre velhos conceitos que, embora não sendo bíblicos, estão incrustrados em nossas vidas, no nosso relacionamento com Deus, o Abba (Paizinho), e com as pessoas que amamos e as que rejeitamos. Para mim foi muito edificante. É impossível conter as lágrimas durante a leitura. É impossível não reconhecer Deus como um Pai de Amor, é impossível não se lembrar que o Deus que eu creio e sirvo é o próprio Amor. O Amor é uma Pessoa, é o Verbo.
A história de desenvolve mais envolvente a cada capítulo. E a cada diálogo extraímos quotes infinitas! Eu tinha que trazer algumas para vocês porque, se, de tudo, não se interessarem pelo livro podem receber bálsamo por essas palavras.

"Não é da natureza do amor forçar um relacionamento,
 mas é da natureza do amor abrir caminho"

"Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e
 tirar sua capacidade de voar. 
Não é algo que eu queira para você."

"Mas não fique achando que, 
porque eu não sou visível, 
nosso relacionamento precisa ser menos real."

"Julgar exige que você se considere superior a quem você julga."

"Jamais pense que o que o meu filho optou por fazer 
não nos custou caro. 
O amor sempre deixa uma marca significativa 
- ela declarou baixinho e gentilmente - 
nós estávamos lá, juntos."

A atriz – sim, atriz! – escalada para fazer o papel de Papai, foi a Octavia Spencer. Acho que não havia pessoa melhor para tal! Não julguem, por preconceitos, como sendo heresia, Deus se apresentar como uma grande mulher negra, porque ao findar da leitura, perceberam que havia um propósito em tudo isso. E, nunca percam de mente que se trata de um LIVRO DE FICÇÃO!

 Octavia Spencer fará o papel de Deus


Por fim, trago esse vídeo (LEGENDADO), com entrevista do próprio autor. VALE MUUUUUUITO VEEEEEER!!!



Eu amei com todo meu coração! Recomendo!






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