Mad Max: Estrada da Fúria (Resenha de Filme)
Nota no IMDB: 8.7 de 10 (http://migre.me/pZCKy)
Nota no Adoro Cinema: 4.5 de 5 (http://migre.me/pZCHP)
Nota no Cinema em Cena: 5 de 5 (http://migre.me/pZCMI)
Nota da Autora: 8.8 de 10
Até pouco
tempo, eu sequer sabia o quê ou quem era Mad Max, mas fiquei bastante
interessada em descobrir quando vi o trailer de “Mad Max: Estrada da Fúria” no
cinema, minutos antes de começar algum outro filme que eu tinha ido assistir. O
trailer por si só já chama bastante atenção: um cara estranho que se apresenta
como Max; carros correndo loucamente pelo deserto; uma mulher de cabeça raspada
correndo e lutando de igual para igual com os outros; um maluco gritando em êxtase
“what a lovely day!/ que lindo dia!” ao ver explosões e muita poeira; uma banda
de rock em cima de um carro no meio de toda essa loucura; figurino, maquiagem, fotografia,
posicionamento e velocidade da câmera, tudo muito interessante; um clima real e
fantasioso ao mesmo tempo... Eu ainda não sabia no que resultaria toda aquela
insanidade, mas, de cara, já estava disposta a descobrir.
Mas, afinal, o
que é Mad Max? Trata-se de uma distopia australiana de ficção pós-apocalítica. O
primeiro filme, produzido em 1979, com George Miller na direção e no roteiro e
Mel Gibson no papel principal, teve três sequências e fez bastante sucesso na
década de 80. O filme atual, por sua vez, apesar de ser dirigido e roteirizado
pelo próprio George Miller, não é uma continuação dos outros quatro, nem exatamente
um remake, porque não segue a história original, trazendo apenas elementos dos filmes
anteriores.
O elenco do
novo filme conta com Tom Hardy (“Bane” de Batman The Dark Knight Rises) no
papel de Max e Charlize Theron (“Mary” de Hancock) no papel de Imperatriz
Furiosa. Outros rostos conhecidos e queridos – pelo menos, queridos por mim,
rsrs – do elenco são Nicholas Hoult (“Beast” de X-Men: Apocalipse) como Nux e
Zoë Kravitz (“Christina” de Divergent) como Toast.
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| Zoë Kravitz, Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult e George Miller |
“Mad Max:
Estrada da Fúria”, foi lançado na semana passada (15 de maio), mas, tão logo
chegou aos cinemas, já começaram a sair manchetes bastante interessantes sobre
ele: “Mad Max é um dos melhores filmes do ano”; “Mad Max ultrapassa Vingadores
e estreia com maior bilheteria no Brasil”; “Mad Max: Estrada da Fúria
(Feminismo)”; “Ativistas pelos direitos dos homens reclamam de feminismo em Mad
Max”... Depois de ler tudo isso sobre o filme, eu tinha a obrigação moral de
assistir, sim ou claro?
No novo
universo de Mad Max, o planeta é um grande deserto chamado Wasteland e os poucos
sobreviventes estão reunidos em grupos isolados que lutam e sobrevivem a duras
penas. Numa sociedade chamada Cidadela, Immortan Joe é quem detém o poder sobre
tudo. Ele é cultuado como uma divindade, porque se acredita que ele tenha
voltado dos mortos e também porque é quem controla tudo, inclusive, a água. Ao
seu lado, lutando por ele, Immortan Joe tem os War Boys, homens criados para
serem guerreiros desde a infância, capazes de fazer qualquer coisa por seu
líder porque acreditam que assim alcançarão o paraíso (Valhala).
Max, nosso
personagem principal, é um homem assombrado pelo próprio passado, que acredita
que sua melhor chance de sobreviver é estar sozinho. Ainda assim, após ser
capturado e levado à Cidadela, diante de circunstâncias totalmente adversas, para
fugir de Immortan Joe e de seu exército, Max acaba por se unir a um grupo de
rebeldes que precisa atravessar Wasteland. Uma das rebeldes é a Imperatriz
Furiosa, que, de tão importante para o filme, pode ser considerada também uma
protagonista, e é exatamente isso que tem irritado tanto gente. Só lamento – só que nem lamento.
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| Porque a tonta só percebeu que tirou a foto na frente de Charlize Theron depois que já estava em casa. --' |
O novo filme do
Mad Max traz à tona questionamentos bastante válidos, é uma distopia que cumpre
o seu papel de questionar. E como eu adoro esse tipo de distopia! Na Cidadela, as
mulheres são clara e duramente objetificadas, mas todos os seres humanos são
menos humanos nesse contexto. Todos têm uma “função” e cada um vale tão somente
o valor da sua função. George Miller
abordou também o tema da escravidão sexual, mas, para fazer isso, se muniu de
cuidados. Quem participou como consultora do projeto de Mad Max foi Eve Ensler,
criadora da peça “Monólogos da Vagina”, 1996, e do “V-Day Movement”, que
arrecada doações para organizações de proteção às mulheres. Para garantir o
olhar feminino sobre a obra, até mesmo o corte do filme foi feito por uma
mulher, Margareth Sixel, a esposa de George Miller. E o resultado de tudo isso
foi impressionante. Temos ótimos roteiro e falas e uma Imperatriz Furiosa de se
ovacionar. Forte, líder, coerente e guerreira, eu já tenho uma nova heroína
entre o meu rol de preferidas. Charlize Theron está maravilhosa no papel.
“Mad Max:
Estrada da Fúria” é, sem dúvida, um ótimo filme. Eu amei e compreendi até mesmo
personagens de que eu achei que eu não fosse gostar, como Nux. Tom Hardy também
está incrível como Max e eu quase caí de costas quando descobri que ele é o
Bane do último filme do Batman. Charlize Theron como Imperatriz Furiosa, nem
preciso dizer de novo, mas digo, está maravilhosa. A temática do filme me
chamou bastante atenção, a fotografia está incrível, e até mesmo as ideias mais
malucas, como a banda de rock em cima do carro, se coadunaram perfeitamente com
o filme. Ação do início ao fim, sem ficar maçante e sem te deixar sem entender nada e enjoado com a movimentação da câmera. Vale mesmo a pena conferir. Então,
fica a dica.




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