Resenha Literária: A Herdeira - Série: A Seleção, de Keira Cass
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Foto: Aninha Fonsêca / Edição: Prit Amaral
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MINHA Nota: 8,9/10
Gênero: Distopia/Romance
ATENÇÃO! Esse livro contém spoilers
até na sinopse para quem não terminou de ler os três primeiros livros da série “A
Seleção”! Portanto, se você é como eu e adora surpresas, recomendo que encerre aqui
a sua leitura. Seja forte e não deixe a curiosidade tomar conta de você!!! Rs.
Sinopse:
"Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o
coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do
casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua
mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o
de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu
príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.”
Não preciso nem dizer o quanto eu
estava ansiosa pra ler esse livro, não é gente? Afinal, os três primeiros
livros da série me transformaram em uma fã inveterada de “A Seleção! – Confira o
vlog que gravei com Aninha sobre o tema. =)
Eu ficaria feliz lendo apenas os
três primeiros livros, mas Kiera Cass inventou de continuar essa história para
me deixar mais curiosa, então eu não poderia deixar de ler esse 4º livro da
série.
Apesar de ser uma continuidade, o
livro se passa vinte anos após o encerramento de “A Escolha” – 3º livro da
série – e a protagonista agora é Eadlyn, filha de America e Maxon e herdeira do
trono de Illéa por conta de 7 minutos!
É isso aí, Eadlyn chegou ao mundo com esses pequenos minutinhos de antecedência
ao irmão gêmeo dela, Ahren. Se fosse em outros tempos, isso não faria a menor
diferença, já que só o fato dela ser mulher a impediria de governar por haver
um herdeiro homem, mas é claro, óbvio e evidente que América e Maxon fariam uma
lei afim de acabar com esse critério tão machista.
Essa mudança de protagonista me
afetou profudamente, porque eu amavaaaaa América! Mas não tem como amar Eadlyn,
gente!!! Sem condições, ela é quase
insuportável! Hehehehe. Ela é tão mimada que o feminismo dela não é saudável,
beira o egocentrismo. Com o tempo eu comecei a compreendê-la e até tolerá-la, mas
amá-la já é pedir demais! Rs.
Eu sei que é meio injusto
comparar Eadlyn com America, pois a primeira foi criada cercada de mimo e luxo,
não conheceu outra realidade que não esta. Por outro lado, quando pensamos no
quão gentil e legal é seu irmão GÊMEO, que viveu sob as mesmas condições... Um
ponto a menos pra Eadlyn! “Mas, Prit, Ahren não viveu sob a mesma pressão que
ela, afinal ela será a futura Rainha de Illéa! Olha o peso dessa
responsabilidade!!!” – vocês podem dizer. Mas o que falar de Maxon, seu pai,
que viveu em situações beeeemmm mais adversas? – pois, com um pai daqueles,
Maxon se transformar em um maná de amor é praticamente um milagre!!! Não tem explicaçãoooo, explicação, não tem... Não
tem explicaçãoooo, explicação... Não tem explicação, não tem, não tem... Eadlyn
é chata e ponto final!
Eu e Aninha estávamos discutindo
sobre o livro hoje e chegamos a uma conclusão: uma pessoa que sequer conhece a
história dos próprios pais – porque ela acha que Maxon e America se amaram à primeira
vista! – está tão imersa em si mesma que só pode ter sido protecionismo
exacerbado dos seus progenitores!
Mesmo com suas falhas, America e
Maxon são cheios de sabedoria e dão ótimos conselhos pra Eadlyn ao longo da
história. Confira:
Voltando a história em si, Illéa
está vivendo um período de crise após as mudanças realizadas e a dissolução das
castas. Muitos ficaram desnorteados com a liberdade e os que cresceram nessa
nova era sem castas não sabem o quão ruim era a vida antes – tipo os jovens brasileiros
nas manifestações pedindo intervenção militar e louvando os benefícios da ditadura...
¬¬
Diante desse cenário, Maxon e
America resolvem trazer uma distração para o povo de Illéa a fim de acalmar os
ânimos dos revolts: uma nova Seleção! Quem não fica nada feliz com essa ideia é
a mais afetada de toda a história: Eadlyn! Ela não quer se casar de forma
algumaaaa, acha que um garoto só vai atrapalhá-la de conduzir o país e vai
ofuscar seu brilho, afinal ela é Eadlyn Schereave
e nenhuma pessoa era tão poderosa quanto ela! Ela não podia se render sem
lutar! – Uma palma e meia pra esse discurso ma-ra-vi-lho-so que permeia
quase o livro inteiro! Rs.
Com birra ou sem birra, fato é que a Seleção acontece! Mas
Eadlyn entra em um acordo com seu pai: se em três meses ela não encontrar
alguém digno dela, ela pode acabar com a Seleção sem escolher ninguém! A resistência
dela com casamento é tão grande que o boato que rola solto é que ela é lésbica!
Mas adianto que ela não é, gente. Ela adora beijar e apalpar o corpo de
garotos, vulgo “dar uns amassos” por aí! Hehehehe.
Os principais candidatos da Seleção são bem legais! Você
acaba se apegando a muitos deles e não vi ninguém que me provocasse tamanha
raiva, como Celeste no inicio da série! Hehehe. É claro que sempre tem um
preferido no nosso coração, mas eu não vou dar pistas aqui nesse post... Rs.
Um dos candidatos é o filho de
Marlee e Carter Woodwork: Kile. Ele foi criado no palácio e a irritação de
Eadlyn com Kile foi tão ressaltada no início do livro que não me surpreendi
por ele acabar sendo um dos 35 candidatos da Seleção. Foi algo bastante previsível!
Mas eu gostei disso, pois Kile é muito legallll!!! Definitivamente, entra na
listra de candidatos preferidos fácil, fácil!
Tem uma parte específica do livro em que Ahren diz grandes
verdades à Eadlyn que a fazem refletir. É um
dos meus momentos preferidos e quando vocês chegarem nele tenho certeza que vão
saber do que estou falando... Rs.
Lendo o livro, percebi que Eadlyn
me lembra Mary de Downton Abbey.
Pensando nisso, só me resta dar um conselho a ela que vem do próprio coração de
Deus: “Não é bom que o homem viva só.”
Mary virou outra pessoa depois de Matthew e tenho fé e certeza que só o amor
pode transformar a vida de Eadlyn!!!








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