Pra Sonhar e Perceber
[Galerinha www.umadoseparaomeudia.com: Aninha se sujando; Prit sendo artista; eu fazendo pose e mostrando mais do que deveria; Vivi sendo fofa. Felizes e lindas que somos.]
"É preciso força pra sonhar e perceber que a vida vai além do que se vê"
Além do que se vê - Los Hermanos
Quando nós
somos crianças, a vida é tão bonita, não é? Qualquer pequena alegria é uma
verdadeira felicidade. Eu me lembro de que, por volta dos meus 5 anos de idade,
uma das minhas brincadeiras favoritas era armar “cabaninha” na sala de casa. O
manual da brincadeira dizia: “Monte você mesmo a sua cabana! Use de duas a
quatro cadeiras e alguns cobertores!” E depois de montada era a hora de ser
feliz! Aquele singelo conjunto de cadeiras e cobertores – uma verdadeira bagunça
que deixava nossas mães de cabelo em pé – era um perfeito castelo, e ai de quem
ousasse desmontá-lo!
O próximo
passo era preparar o banquete, porque todo castelo precisa de um banquete
imperial, e o prato principal não poderia ser mais especial que Bolinho de Terra
Preta ao Molho d’Água. Mas não se engane! Era preciso muita técnica para fazer com que aquele bolinho não desmoronasse
depois de sair da forminha. E as unhas pretas depois da artimanha? Hahaha. Que saudade!
Eu, sinceramente,
não faço a menor ideia do que eu sonhava em ser quando eu era criança, e talvez
eu não faça ideia porque na verdade eu sequer pensava nisso, sequer me lembrava
de que um dia eu teria que crescer e me tornar uma chata de galochas. E por que
será que nós crescemos, hein? Por que de repente nós ficamos ranzinzas e não
mais nos contentamos com o que é pouco? Por que, afinal, nós achamos que tudo é pouco?
Sou falha e
também me incluo nesta parcela e, por isso mesmo, me questiono: por que nos
importamos com coisas tão inúteis? Se nós parássemos por um segundo e disséssemos
a nós mesmos: “Se é mesmo válido eu me estressar com isso, qual o verdadeiro sentido?
Porque, se é válido, precisa haver uma razão.”; eu aposto que mínimas seriam as
vezes em que nós encontraríamos explicações plausíveis, verdadeiramente, convincentes
e aceitáveis. É só uma ideia, que pode até soar boba, mas que se posta em
prática talvez nos poupe de muito desgaste. A vida é mais que isso, somos nós
que custamos a nos lembrar.
Eu me
arriscaria a dizer que a verdadeira maravilha seria viver a vida ao contrário,
mas Benjamim Button nos mostrou que não (risos). Então, o bom mesmo seria não
envelhecer, tampouco nascer velho – não de idade, falo de espírito –, mas ser
eternamente jovem e nunca perder a doçura e a ingenuidade daquela criança que
pega aqueles poucos centavos que o avô deu e faz uma feira de cáries na venda
da esquina, que brinca de cabaninha, que suja as mãos de terra, que é feliz de
verdade com as poucas e muitas alegrias que a vida dá; e, assim, finalmente
perceber que não é que quando nós crescemos a vida deixa de nos dar essas
alegrias, somos nós que perdemos a capacidade de percebê-las.

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Quando crescemos é que nos perguntamos... por que tivemos tanta pressa em crescer?
ResponderExcluirÉ exatamente isso. O pior é que nos avisam para não termos pressa, mas não damos ouvidos. Obrigada por ler e comentar. ;)
ResponderExcluirThaís