Stuck in Love (Ligados Pelo Amor) ❤ #UmaDoseDeCinemaeTV
Stuck in love / Ligados pelo amor (2012)
Nota no Imdb: 7,3/10 (http://www.imdb.com/title/tt2205697/?ref_=nv_sr_1)
Nota no Adoro Cinema: Não tem nota/crítica ainda.
Nota no Omelete: Não tem nota/crítica ainda.
Gênero: Comédia/drama/romance.
MINHA nota: 9/10
Eu resolvi assistir
a esse filme por motivos de: Lily Collins é uma das protagonistas e a temática
central gira em torno do mundo literário, ou seja, muitos corações pra ele
desde o princípio. E não me decepcionou!
Além dos
motivos originais, encontrei agradáveis surpresas como Nat Wolff (que,
recentemente, fez o Isaac em A Culpa É Das Estrelas e também atuou em Paz, Amor
E Muito Mais) e Logan Leerman (Percy Jackson em pessoa e Charlie, de As
Vantagens De Ser Invisível), além de todo um elenco de peso com nomes como Greg
Kinnear e Jennifer Connely.
Trata-se de um
filme independente, cujo enredo se atém aos conflitos da família Borgens. O
pai, Bill Borgens, é um escritor renomado, que depois de ser traído e
abandonado pela esposa, Erica, nunca mais conseguiu seguir em frente. Ele é um
pai presente e carinhoso, que ficou com a guarda do filho mais novo, Rusty, enquanto
a filha mais velha, Samantha, foi para a faculdade. Samantha é muito próxima do
pai, tão próxima que toma suas dores com relação à mãe e, depois da traição, se
afastou completamente dela.
Eu me
surpreendi um pouco com a Samantha no começo, porque achei que colocar Lily
Collins pra desempenhar aquele papel foi tentar uma arriscada quebra de
paradigmas, tendo em vista aquele rostinho meigo e coisa e tal, maaaas, pra
minha surpresa, ela deu conta do recado e achei que aproximou a personagem o
máximo possível da realidade.
Bill Borgens é
um excelente pai e é muito bacana ver sua interação com Samantha e Rusty, pois
desmistifica aquela impressão de que todo pai deve ser perfeito, quando na
verdade todo pai é tão humano quanto seus próprios filhos.
Eu me irritei
bastante com a Erica durante o filme, porque tenho agonia de quem não sabe o
que quer e acaba bagunçando a vida de todos ao redor, mas é fantástico perceber
que as atitudes dela, no fim das contas, são uma reação e não uma ação. Nada
que justifique tudo que ela fez, mas torna pelo menos compreensível.
A trama de Lou
e Samantha também é fantástica, pois, por mais que dê vontade de sacudir a
Samantha toda hora, também é totalmente compreensível a postura que ela adota
pra vida – ela tem traumas e medos, então se protege como
pode, tornando-se uma pessoa egoísta. Conquistar a confiança de alguém assim
nunca é fácil, mas Lou é tão doce e tão “de verdade”, que não dá pra não se
encantar pela sensibilidade e naturalidade dele. É lindo ver como ele vai
derrubando as muralhas em torno de Samantha aos poucos.
Nas críticas
que li, quase não vi falarem do Rusty, mas poxa, Rusty pra mim é a pessoa mais
“normal” da família inteira. Ele vai de encontro a todos os efeitos
desencadeados pelas ações e reações dos pais e da irmã, tem seus próprios
anseios e é um doce menino romântico inveterado. Gosto da maneira como ele
gosta da Kate e enxerga nela o que ela mesma não pode enxergar. Rusty me fez
chorar pra caramba, Nat Wolff foi fantástico nesse papel! Eu amei vê-lo
amadurecer através das decepções, mas sem se tornar amargo, ao contrário da sua
irmã. Ele é um adolescente normal, se mete em confusão depois de ter o coração
partido, mas isso só faz o telespectador se sentir ainda mais próximo do
personagem.
É legal também ver a relação da
Samantha e do Rusty. Não tenho irmãos, mas acho que uma relação saudável e
agradável deve ser bem daquele tipo mesmo, troca de farpas aqui e ali, mas um
amor incondicional que supera tudo. Muito fofos!
Sobre Bill e Erica tudo é muito
complexo, mas na medida em que a trama se desenvolve, algumas lições preciosas
são trazidas pelo filme, dentre elas o fato de que todo mundo, absolutamente
TODO MUNDO, erra, e que, por isso, todo mundo também deve ser digno de ter pelo
menos a segunda chance. Tem a questão do perdão também, que é muito bem
trabalhada no filme. Outra coisa muito valiosa é sobre a construção de
relacionamentos, sobre respeito e amor, na essência das palavras.
Para mim, a lição sobre família é
das mais impactantes, porque uns devem sempre cuidar dos outros, não é? E é
basicamente isso que eles fazem, sem se ater ao clichê, uns cuidam
incondicionalmente dos outros e isso é muito legal de ver.
Por fim, há o detalhe especial de
que o enredo gira em torno do universo literário, pois se trata de uma família
de escritores. Então, isso, especialmente, me deixou muito empolgada! Entre
referências, citações e desenvolvimento da trama num cotidiano de escritores e
leitores vorazes, eu me senti conectada à estória e próxima dos personagens. Os
diálogos – profundos e bem construídos – e as cenas são lindas. A estória é
fascinante e me deixou com vontade de ler um livro sobre ela, pena que não
existe!
Portanto, numa escala de 0 a 10,
minha nota é 9. Me fez rir, refletir e chorar, fiquei encantada com o elenco,
que, na minha opinião, foi a escolha perfeita para o filme, e a estória me
tocou bastante! Vale muito a pena assisti-lo!
Na minha opinião, recomendado para quem gostou de:
·
Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)
·
As
Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
·
O Maravilhoso Agora (The Spectacular Now)
·
Paz,
Amor e Muito Mais (Peace Love and Misunderstanding)


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