Resenha: Extraordinário, de R. J. Palacio

20:00 Unknown 1 Comentarios





Extraordinário, de R. J. Palacio
Editora Intrínseca


Nota no Skoob: 4,6/5 (http://migre.me/nRNz6) 
Nota no Orelha de Livro: 4/5 (http://migre.me/nRNDF)
MINHA Nota: 10/10 (quanto a este livro, qualquer crítica é mera observação.)




SINOPSE OFICIAL: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.



Não há livro melhor para começar o ano!
Extraordinário é um livro tão lindo que criticar negativamente, qualquer detalhe que seja, me parece um grande desrespeito à brilhante mensagem de aceitação, gentileza, fé, confiança, superação e amor. Acima de tudo, amor.
August Pullman, o Auggie, para os mais chegados, é um garoto de 10 anos normal. Como ele mesmo diz, tem um Xbox, joga bola, anda de bicicleta, é fã (super super super fã) de Star Wars. Mas nasceu diferente. É certo que algumas pessoas nascem feias, mas o caso do Auggie é diferente. Por conta de uma associação de anomalias genéticas, o rosto dele é desfigurado. Sua situação é como se ele tivesse acertado em uma loteria em que 4 milhões de pessoas estão concorrendo e só ele “ganhou sozinho".
Por conta de todos os seus problemas, que o levaram a mais de três cirurgias por ano, August nunca foi à escola. Assim, era ensinado em casa, por sua mãe. Aos 10 anos, seus pais decidiram que ele deveria ir à escola regular e ele é matriculado na Beecher Prep.


A trama se desenvolve, então, em torno de Auggie e da sua adaptação à nova rotina. Não é fácil, nem simples. Não para ele que tem uma aparência tão terrível. E todos sabemos como crianças (e adultos) podem ser cruéis. Desse modo, o livro aborda um assunto muito pesado mas de forma branda e cativante.


O livro é dividido em oito partes e cada uma delas é narrada por uma personagem. Na verdade, além, do August (que conta pelo menos três partes), os narradores são algumas das crianças e dos adolescentes que convivem com ele. É simplesmente brilhante o modo como a R. J. Palacio constrói as personagens e como traz um drama tão lastimável da perspectiva infantil. É perceptível, pelo modo da escrita, cada vez que muda de narrador. Em cada um deles é possível identificar sua personalidade, caráter, grau maturidade e características.
Além disso, os capítulos são bem curtinhos o que, junto com as mudanças de narrador, torna a leitura bastante dinâmica. É realmente espetacular perceber por pontos de vista distintos como a combinação dos genes do August afetam aqueles que, de algum modo, fazem parte da sua história, das suas dores e alegrias. Brilhante! Excelente trabalho da R. J. Palacio, não me canso de repetir!
O Auggie é realmente um garoto muito forte. As pessoas desviam os olhares dele ou olham-no com repugnância ou com desprezo ou com terror. E isso o faz sofrer. Mas ele aprende a lidar com essa dor. Ainda tem a barreira da auto aceitação.
Durante a leitura eu ficava realmente angustiada! Parecia que em cada momento mais corriqueiro da vida algo ruim ia acontecer com ele. Não que acontecesse. Na medida do possível, a vida segue normal para Auggie. E é estranho pensar como, em nós, nasce esse sentimento de superproteção; de pensar que ele não vai ser capaz de encarar a vida; de que todos o vão fazer sofrer. Mas é aí que o livro nos ensina outra lição.




O universo na escola é muito bem construído. O diretor da escola, o Sr. Buzanfa (isso mesmo: BU-ZAN-FA), é uma personificação do amor em um profissional. Uma personagem para o qual você deve se atentar todas as vezes que aparecer. Ainda tem os preceitos do professor de Inglês (que corresponderia à Língua Portuguesa no Brasil), que trazem mensagens que deveriam reger a vida de todo ser humano. E ainda tem as pessoas desagradáveis, aqueles a gente gostaria muito de dar um soco no meio da cara! Em algum momento alguém faz isso por nós.
Ah! E uma parte da família materna de Auggie é brasileira! ÊÊêêêhh!
Só mais uma observação: o livro é simplesmente RE-PLE-TO de referências literárias, musicais, teatrais e artísticas espetaculares. Fiquei simplesmente fã de Palacio, se é que vocês não já perceberam! E tais referências estão tanto inseridas na estória, de modo natural como a vida acontece, quanto na diagramação da obra, que é impecável. Amei. Amei. E amei! Deu vontade de colocar fotos de todas as “capas das partes” aqui no post.


Estou realmente muito feliz que Extraordinário tenha sido minha última leitura de 2014. Inspirador. Maravilhoso. Tocante. Divertido. Não consigo nem escrever todo o meu amor por este livro. Leiam. Coloquem como meta de leitura para este ano novo. E os preceitos e ensinamentos que dele extrair, coloque de meta para a vida.
Um grande beijo,
Feliz Ano Novo!
Vivi.



Um comentário :

  1. me deu muita vontade de devorar esse livro vivi! obrigada pela dica princesas

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