A Teoria de Tudo #umadosedecinema
A
Teoria de Tudo, dirigido por James Marsh
Nota do IMDB: 7.8 de 10
Nota do Adoro Cinema: 4.5 de 5
Nota do Cinema em Cena: 3 de 5
Minha Nota: 9 de 10
A Teoria de Tudo é um filme muito
difícil de não gostar. Li algumas críticas que falavam mal sobre o roteiro ou
sobre a obviedade de certas coisas, mas eu confesso que nada disso me afetou. É
um filme muito bom e que vale muito a pena ser visto. Terminei de assistir em
prantos e com a certeza de que havia assistido a um ótimo filme.
O filme conta a estória de
Stephen Hawking, que dispensa apresentação, mas acho que basta dizer que é um
físico e teórico brilhante que marcou e ainda marca épocas. Hawking foi
diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) aos 21 anos, a partir de
então, teve que aprender a lidar com a doença e com a pouca expectativa de vida
que os médicos lhe deram.
A ELA não é uma doença muito
conhecida, mas ganhou certo conhecimento com a campanha viral que se deu em
2014, o ice bucket challenge (desafio do balde de gelo). Muita gente criticou a
campanha, mas eu, particularmente, achei uma ótima ideia. Sem entrar no mérito
de quem doou e de quem não doou, de quem entrou na campanha para se promover ou
não, o que importa é que funcionou. Não é à toa que muito dinheiro foi doado
para a pesquisa sobre a ELA, cerca de 8 milhões de dólares.
Bem, quando Hawking recebeu o
diagnóstico, a expectativa de vida que o médico lhe foi de apenas dois anos, o
que foi absolutamente devastador para ele. Mas acontece que, não só Hawking
ainda está vivo, como aos 73 anos de idade não pensa em se aposentar.
Inclusive, Hawking assistiu ao filme, aprovou e se emocionou.
Eddie Redmayne no papel de Stephen
Hawking foi impecável. Redmayne já é fisicamente parecido com Hawking e se
preocupou com cada detalhe, o resultado não poderia ter sido melhor. Ao longo
de sua carreira ele já foi indicado a vários prêmios e já ganhou muitos também,
mas só com a Teoria de Tudo foi indicado a mais de 20 prêmios e já ganhou o Globo
de Ouro e o SAG Awards de melhor ator. A cerimônia do Globo de Ouro eu não pude
ver, mas o SAG Awards eu vi e a reação dele não poderia ter sido mais fofa – eu
adoro assistir aos prêmios de cinema e de música e me emociono junto quando os
ganhadores se emocionam, não tem coisa pior do que quando o ganhador faz aquela
cara blasé, de quem não está nem aí, dá vontade de tomar o prêmio e entregar para
outra pessoa.
Felicity Jones, prima de Zoey
Deschanel – brincadeira, mas convenhamos que elas são muito parecidas –, também
está presente no filme, interpretando Jane Wilde, a primeira esposa de Hawking.
Ela não foi tão aclamada pela crítica
quanto Eddie Redmayne, recebeu nomeações, mas não tantas, porque Eddie definitivamente
roubou a cena, e não tinha como não ter roubado. Mas ela está mesmo ótima no
filme.
Vale lembrar que o filme é
baseado no livro A Teoria de Tudo, escrito por Jane Hawking, e já está a venda
com a capa lindíssima do filme, para quem quiser. Por falar nisso, a beleza do
filme é algo que merece ser comentada. A fotografia está maravilhosamente
encantadora e as cenas dos fogos de artifício e da dança me ganharam por completo.
Bem, é isso. Filme lindíssimo que
vale muito a pena ver, seja pela
história, que é maravilhosa, seja pela atuação brilhante de Eddie Redmayne,
seja pela fotografia. Enfim, assistam! Garanto que não vão se arrepender. E não
liguem se no final um cisco cair nos olhos de vocês, é super normal. ;)






Suas resenhas são muito bacanas, Thaís! ;-)
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