Resenha Literária: Confie em mim, de Harlan Coben

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Confie em mim, de Harlan Coben
Editora Arqueiro

Nota no Skoob: 4.2/5 (http://migre.me/oLY1L) 
Nota no Orelha de Livro: 4/5 (http://migre.me/oLY4X)
MINHA Nota: 8,5/10
Gênero: Romance Policial/Suspense/Drama/Mistério

Eu realmente estava com muita saudade de ler um romance policial. Sempre amei o gênero. Gosto do clima de suspense e de todas as perguntas que borbulham em nossa mente durante a leitura e que só serão respondidas no final. Este é o clima de Confie em mim, de Harlan Coben.
Esta é minha primeira leitura do autor, que é consagrado no gênero, porém muitas vezes acusado de escrever clichês. Isso porque, a fórmula é a usada por muitos escritores: várias histórias de vários personagens diferentes, que vão e voltam durante toda a narrativa, que parecem em nada se conectar, mas que, no final, estão interligadas. No meio de tudo isso, um crime não resolvido. Pode até ser uma fórmula, mas se escrita para a leitora Viviane, deu certo! Fiquei tão envolvida na leitura que não percebi a conexão entre as personagens revelada no desfecho.
No caso de Confie em mim, desde o início sabemos quem é o assassino, porém não temos ideia de qual seja a motivação do crime. Não sabemos se é um crime passional, não sabemos se o assassino é um serial killer,  só estamos cientes de que uma mulher é morta com requintes de crueldade e que cada ação foi milimetricamente planejada. E, ao que parece, o matador não conhecia a vítima, o que torna tudo ainda mais misterioso.
Depois da narrativa do crime, conhecemos a família Baye. Mike e Tia têm um filho adolescente que nos últimos meses começou a apresentar comportamentos estranhos, antissociais e depressivos. Tentando superar o dilema ético, os pais de Adam instalam um programa espião no computador do jovem. Ao que parece, o comportamento de Adam tornou-se exponencialmente pior quando do suicídio do seu melhor amigo, Spencer. Para completar, depois uma mensagem misteriosa capturada pelo espião, que dizia apenas “Fica de bico calado que a gente se safa”, as neuroses começam a tornar-se gigantes na cabeça dos pais que, ainda tem a Jill, filha mais nova do casal.
Mais mistério é acrescido à história quando Betsy, mãe do Spencer, que parece nunca superar o luto, encontra uma foto suspeita que pode mudar completamente o panorama da morte do filho. A própria sinopse nos joga a pergunta “teria sido mesmo suicídio?”.
No enredo, acabamos por conhecer outras famílias e seus segredos. Ao que parece, todas elas têm esqueletos nos armários e defuntos no porão, segredos que nunca gostariam de revelar, sob pena de destruir a aparente harmonia que rege seus lares.
A editora coloca na capa do livro, abaixo do título, o questionamento que parece motivar todas as personagens envolvidas “Até onde você iria por amor à sua família?”. Então, testemunhamos pessoas fictícias cometerem verdadeiras insanidades para proteger seus clãs.
O livro é escrito em terceira pessoa. O narrador é um observador externo que pode ir e voltar nas narrativas. Sempre que nos envolvemos com uma das personagens, a história dá lugar à outra personagem. Isso não acontece a cada capítulo, como fazem outros autores (a exemplo do Dan Brown), o Harlan Coben nos dá várias histórias no mesmo capítulo. Mesmo assim, o resultado é o mesmo: queremos ler bem rápido para saber o que aconteceu no desfecho que não foi contado. Esta técnica faz com que a leitura seja fluida e as 316 páginas passam que nem percebemos!
Durante a leitura precisamos ficar atentos para juntar as peças. No entanto, seria hipócrita da minha parte dizer que “saquei tudo” antes que o Coben me contasse. Então temos uma lição subliminar: às vezes estamos tão preocupados com o que está acontecendo que não percebemos o que está bem à frente dos nossos olhos... #Vivifilósofa
Quanto ao desfecho, devo dizer que fiquei um pouco desapontada com dois aspectos. Primeiro, não achei a motivação dos assassinatos forte suficiente. E, também, depois das grandes revelações, na última página temos o último elo unido. Um detalhe que ficou esquecido durante os grandes acontecimentos finais, mas que, quando revelado, completa o quebra-cabeça. Embora totalmente coerente e possível, foi decepcionante. Contudo tais observações são apenas minha opinião e não tem o condão de estragar o livro todo. Certamente, outras pessoas acharam o desfecho fantástico.
Em meio a assassinatos, drogas, traições, espionagem eletrônica e segredos, conhecemos feras em defesa de suas famílias, cujas ações nos chocam a ponto de nos fazer refletir: quem de nós, pessoas comuns, poderíamos nos envolver em situações de tão terríveis?
É uma leitura intrigante, envolvente e feita para nos deixar loucos! Depois de Confiem em mim, estou ansiosa por outros livros do Harlan Coben e por outras leituras do gênero. Amei!

SINOPSE OFICIAL: "Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos:
"Fica de bico calado que a gente se safa." 
Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu filho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio? 
Para tornar o caso ainda mais estranho, Adam combina ir a um jogo com o pai, mas desaparece misteriosamente. Acreditando que o garoto está correndo grande perigo, Mike não medirá esforços para encontrá-lo.Quando duas mulheres são assassinadas, uma série de acontecimentos faz com que a vida de todas essas pessoas se cruzem de forma trágica, violenta e inesperada."



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