Resenha: Duas Vezes Amor, de Katie Cotugno.
Duas vezes amor, de Katie Cotugno
Editora Rocco
Nota no Skoob: 3.7/5
Nota no Orelha de Livro: 4/5
MINHA Nota: 8.9/10
Gênero: Drama / Romance / Jovem Adulto
Muitos motivos fizeram com que eu me interessasse
por esse livro. O primeiro: é da Rocco, o que já é meio caminho pra eu
acreditar que é uma boa publicação. O segundo: muita gente achou a capa
sem graça, mas eu AMEI essa capa, gente. Totalmente clean e linda, e sei lá, fez tum-tum
no coração. O terceiro: um dos meus originais (eu escrevo livros, pra quem não sabe, apenas ainda não publiquei nenhum
deles :D),
pra ser específica, exatamente o original no qual estou trabalhando no momento,
se chama Quatro Vezes Amor, então o título desse livro me deixou curiosa, né?
Vai que estivéssemos falando da mesma coisa ou parecida... Mas a verdade é que
é tudo bem diferente (ufa! - risos), até porque o título do livro em inglês também é bem diferente e significa “Como Amar ” em tradução literal.
Preciso começar dizendo que amei a escrita da Katie
Cotugno. Esse foi seu romance de estreia e posso garantir pra vocês que ela “chegou chegando”, como diríamos aqui na
Bahia. A escrita dela é fluida e deliciosa. Gostei muito da estrutura da narrativa,
da delicadeza com a qual ela trata um enredo tão profundo e do humor por trás
de toda tensão da história.
O livro conta a história de Serena Monteiro, mais conhecida
como Reena, uma jovem que é criada pelo pai e pela amorosa madrasta, tem um
irmão mais velho, tem uma melhor amiga, é muito inteligente – tipo, além da
média –, tem uma paixão platônica de uma vida inteira e não tem ideia do que
fazer sobre isso. Sua melhor amiga se chama Allie e elas são amigas há muito
tempo; o “amor da sua vida” se chama Sawyer, e ele também está na vida dela há
muito tempo.
Os pais de Reena e Sawyer são melhores amigos, por
isso os destinos dos dois estavam intrinsecamente cruzados desde sempre. Além
de amigos, os pais deles também são sócios em um restaurante, no qual os dois
jovens trabalham. Todos poderiam dizer que Sawyer e Reena têm muito em comum,
mas a verdade é que as semelhanças são inexistentes. Eles estão em margens
opostas de um rio, e isso fica bem claro, de acordo com a perspectiva de Reena.
Sawyer é extrovertido, tem amigos populares, tem
segredos, problemas familiares e uma reputação que o precede, enquanto Reena é
só uma garota que quer muito conhecer o mundo, que ama escrever e que tem
convicção de que sua melhor amiga será sempre isso: sua melhor amiga. Mas, as
coisas começam a mudar num belo dia quando Sawyer presta mais atenção em Allie
do que normalmente, fazendo nascer uma rachadura numa amizade de uma vida
inteira. Allie e Reena sempre prestaram atenção em Sawyer, mas elas nunca
pararam realmente pra pensar no que aconteceria se/quando Sawyer prestasse
atenção em uma delas.
Allie e Reena também são muito diferentes, mas isso
nunca impediu que elas fossem amigas, até que as diferenças se tornam
insustentáveis e Reena está decidida a continuar sendo exatamente quem ela foi
e seguir o plano. Ela e Allie se afastam e isso repercute em mudanças bruscas
na vida das duas. Confesso que toda essa questão de Allie e Reena foi uma coisa
que me sensibilizou bastante, e acredito que pra todo mundo que tem um amigo
que se preze, se colocar no lugar das duas vai fazer doer.
Então, algo inesperado acontece, e Sawyer e Reena
ficam na mesma página pela primeira vez na vida. Como olhos que se abrem de
repente, um enxerga o outro sem precisarem trocar muitas palavras, mas nessa
mesma noite um acontecimento atravessa o destino deles, tornando tudo ainda mais complicado.
Durante muito tempo, Reena tenta extrair verdades
de Sawyer sobre seus mistérios, seus segredos, especialmente sobre Allie, e
sobre aquela noite, mas, meu amigo,
se tem um ser humano bom em mudar de assunto nessa vida, esse ser humano se
chama Sawyer LeGrande. Gente, o cara é tipo um túmulo mesmo. Fiquei
impressionada com quantas vezes Reena chegava perto das respostas que precisava
e elas escapavam por entre os dedos.
Depois de muitos “vai-e-vem”, Reena e Sawyer
assumem o que sentem um pelo outro e ficam juntos. Mas, como Allie bem disse a
Reena em determinado ponto do livro, a verdade é que Sawyer não é exatamente
quem elas pensavam e seria muito difícil para ela lidar com isso. E é difícil mesmo, e tudo na história de Sawyer e Reena é muito plausível. Provoca
raiva, mas também provoca toda sorte de sentimentos gostosos sobre amar
absolutamente alguém.
Confesso que tive uma grande resistência a Sawyer
desde o princípio porque, sei lá, ele é muito complicado – olha só quem tá falando, gente!!! A pessoa que geralmente lê a palavra “complicado” e já se apaixona assim sem nem saber o que é (risos)! Éééé... não sei explicar mesmo, só sei que, com Sawyer, o amor não foi à primeira vista –, mas assim, não posso
negar que ele também é envolvente e encantador. Já com a Reena... Eu gostei
muito dela, mas queria sacudi-la várias vezes, apesar de imaginar que agiria exatamente
como ela aos 15/16/17 anos. Me julguem.
Adolescente – em sua maioria – é bem louco mesmo, e eu não fui diferente.
A grande questão da história é que Reena tem um
futuro maravilhoso pela frente e insiste em dizer pra Sawyer que em breve ela
irá partir, mas ele a surpreende e parte antes dela, sem sequer um “adeus”, sem deixar nenhuma
espécie de meio de contato; ele simplesmente some, e deixa Reena com uma grande
responsabilidade nas mãos.
Dois anos depois, Sawyer retorna como se nunca
tivesse partido, justamente quando a vida de Reena parece estar tomando um rumo
aceitável para ela depois que ele se foi, e bagunça tudo novamente. E assim como dois personagens
importantes do livro dizem, a escolha sobre o que fazer com Sawyer não tem nada
a ver com a opinião de ninguém, mas apenas com o que ela quer pra si mesma. Será que é possível amar a mesma pessoa duas vezes na vida? Ou será que o verdadeiro amor nunca se vai, de fato?
Esse livro ainda tem outra coisa muito bacana, que são os personagens secundários. Amei especialmente a Shelby, que é a nova melhor amiga de Reena, depois que a amizade com Allie é arruinada, e Soledad, a madrasta de Reena, mas, além delas, tem outros personagens muito legais e os diálogos são sempre interessantes/divertidos.
“Duas vezes amor” me fez rir bastante, mas também me emocionou em alguns momentos, fiquei cheia de perguntas entaladas na garganta, mas entendi a escolha da autora por não revelar “tudo”, o que ficou claro foi o suficiente. Li em uma noite e uma manhã, e li tão
rapidamente que nem senti o tempo passar, apesar de ser um livro relativamente
grosso, com 381 páginas. Gostei muito da história e matei várias charadas antes
do final – me sinto tão esperta quando
isso aconteceeee! (risos).
Espero que vocês gostem da resenha, se interessem
pela indicação e leiam o livro! É ótimo e leve, apesar da paradoxal densidade
da história.
Fica a dica! ;)
Resumo oficial:
“É possível
se apaixonar duas vezes pela mesma pessoa? Em Duas vezes amor, elogiado romance
de estreia da norte-americana Katie Cotugno, a jovem Reena descobre que sim.
Aos 16 anos, ela vê seus sonhos interrompidos por uma inesperada gravidez, ao
mesmo tempo em que enfrenta a ausência da mãe, que morreu quando Reena era
criança, a indiferença do pai e o sumiço do namorado, Sawyer. Mas quando ele
retorna à cidade, dois anos depois, e fica sabendo que é pai de uma menina,
Reena tem a chance de tentar entender o que levou o garoto a desaparecer. E
desse reencontro, os dois descobrem o amor pela segunda vez.”

Awnn, depois dessa resenha fiquei com mais vontade de ler! Hahaha Sucesso meninas!
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